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Arturia MicroBrute: synth analógico ainda mais compacto e com mesmo poder de fogo

Marcus Padrini fevereiro 18, 2014 14 Comments »

Em março de 2013, fiz a resenha do sintetizador analógico compacto Minibrute da Arturia, bastante elogiado por este blog (e por diversos outros em todo o mundo), graças à sonoridade agressiva e única, qualidade de construção e quantidade de controles disponíveis para o usuário modificar seus timbres de forma intuitiva. Com apenas 37 cm de largura e pesando somente 4 kg, seria difícil termos um sintetizador analógico ainda mais compacto, certo? Errado. Meses depois, ainda em 2013, a Arturia apresentou o MicroBrute, uma versão reduzida do MiniBbrute, com 25 mini teclas, algumas possibilidades a menos e outros recursos a mais.

Justamente por não ser o mesmo instrumento, decidi completar a família e adquiri também um MicroBrute. Após quase 2 meses de convivência com o pequeno synth, é hora de contar as minha impressões sobre ele nesta resenha do MusicApps.

O que é?

O MicroBrute é um sintetizador analógico monofônico compacto, lançado no final 2013 pela alemã Arturia e inspirado em um instrumento anterior, de grande sucesso, o MiniBrute.

O instrumento apresenta um único oscilador, com mixer trazendo 3 formas de onda (dente de serra, quadrada e triangular) e um sub oscilador, capaz de gerar notas uma oitava mais graves do que a nota de referência que estiver sendo tocada no momento. Este sub oscilador ganhou uma novidade: no MicroBrute ele pode ser afinado em quinta, gerando um efeito geralmente disponível apenas em synths com mais de 1 oscilador.

O caminho do áudio no MicroBrute é 100% analógico.

São 25 mini teclas (2 oitavas) sensíveis à velocidade, mas sem aftertouch. O filtro agressivo Steiner-Parker do Minibrute está presente, assim como os recursos Ultrasaw, Metalizer e Brute Factor (ver review do Minibrute para conhecê-los). Porém, há várias diferenças entre os dois instrumentos. Irei falar de todas elas em um tópico específico do review.

Por agora, vale comentar as duas grandes novidades do modelo: um sequenciador de até 64 passos e com 8 posições de memória, capaz de gravar sequências do usuário a qualquer momento. E uma seção semi-modular no painel, oferecendo diferentes conexões entre parâmetros do Microbrute ou com outros instrumentos analógicos, através de sinais CV e patch cables.  Esta foi uma solução inteligente para remover alguns knobs e sliders do painel e ainda dar maiores possibilidades aos músicos.

Qualidade de construção e alguns detalhes

Uma coisa é consenso entre os donos do MiniBrute: o pequeno teclado foi construído como um tanque. Laterais emborrachadas e corpo em metal parecem prolongar a durabilidade do instrumento. O MicroBrute traz a mesma construção? Não.

Para deixar o MicroBrute mais leve, a Arturia trocou o metal pelo plástico de alta resistência. Apenas a parte inferior do teclado preserva o acabamento em metal. As laterais são feitas do mesmo material do restante do corpo. Não achei o MicroBrute frágil por conta disto, mas ele é, com certeza, menos resistente que seu irmão mais velho.

Apesar do tamanho menor, gostei da ação das mini teclas. Elas não passam a ideia de teclas baratas. O retorno é rápido e elas oferecem uma boa resistência, se comportando bem em passagens mais rápidas.

O resultado? Um sintetizador analógico que pesa somente 1,7 kg e mede apenas 32 x 22 cm!

Os “presets de fábrica” e a “memória do usuário”

Assim como o MiniBrute, 0 MicroBrute chega trazendo envelope com “presets de fábrica”, que são, na verdade, algumas folhas com parâmetros marcados para a recriação de timbres. Há também a “memória do usuário”, que são as folhas em branco para anotar os timbres favoritos que você criar.

Vale lembrar: o MicroBrute é totalmente analógico e não possui memória de timbres de fábrica ou criados pelo usuário. Desta forma, a maneira de não perder algo criado em um momento de inspiração é realmente anotar em uma destas folhas, ou tirar uma foto.

Confira os “presets” do MicroBrute:

Os sons do MicroBrute

É claro que irei mostrar alguns detalhes de componentes do MicroBrute, mas acho muito importante dar uma ideia geral do que pode ser criado com ele. E, neste ponto, já temos ótimas amostras na internet do potencial sonoro do pequeno sintetizador. Um dos vídeos que mais gostei foi este abaixo, que assisti no site Synthtopia. Todos os timbres são do MicroBrute.

Metalizer, LFO e Filtro

Que tal ver alguns dos recursos do MicroBrute em ação?

O Metalizer altera a forma de onda triangular, criando sons metálicos. Quando a intensidade do efeito é controlada pelo LFO, os resultados podem ser bastante imprevisíveis e únicos.

O LFO, ou Oscilador de Baixa Frequência, é um elemento fundamental nos sintetizadores, utilizado para modificar o som de maneiras variadas. Um delas é gerar o efeito de vibrato, outra é controlar a abertura e o fechamento do filtro. No meu exemplo, veja como o LFO pode alterar drasticamente as notas geradas pelo MicroBrute, quando ele é direcionado para a modulação do Pitch do instrumento.

O Filtro Steiner-Parker Multi-modo do MicroBrute é reconhecidamente agressivo. Em parceria com o Brute Factor, é capaz de criar sons cortantes.  Confira o comportamento do filtro:

Sequenciador

O novo Sequenciador do MicroBrute merece destaque. Com até 64 passos e 8 memórias, é uma ferramenta poderosa para gerar linhas de baixo, leads e marcações rítmicas. Gravar uma nova sequência é extremamente simples. Basta selecionar uma posição de memória, colocar a chave em Rec e começar a tocar notas no teclado. Cada nota tocada será associada a um passo do sequenciador.

O sequencer do MicroBrute pode ser sicronizado via MIDI e USB e ainda conta com ajuste manual de tempo por knob ou TAP. Pelo menos na atual versão do firmware do MicroBrute, o Sequenciador não envia suas notas via MIDI USB, apenas por CV out, o que é uma pena. Adoraria poder controlar instrumentos virtuais e teclados mais modernos com este sequenciador.

Arquitetura semi modular

Uma ação muito legal da Arturia foi trazer para o painel algumas conexões para controle de diversos parâmetros do sintetizador, através da ligação de patch cables. O MicroBrute chega com 2 cabos minúsculos, ideais para as conexões de rotina. Porém, outros podem ser utilizados para criar interações mais complexas entre o MicroBrute e outros instrumentos analógicos ou digitais, capazes de enviar e receber mensagens CV.

Se você não está familiarizado com a ideia de CV (Control Voltage) e sintetizadores analógicos, vale lembrar: nem sempre existiu a tecnologia MIDI. No início dos sintetizadores analógicos, os módulos destes instrumentos se comunicavam através de tensão (volts). Uma certa medida em volts determinava a afinação de uma nota, enquanto um pulso, conhecido como Gate, definia o momento em que uma tecla era pressionada, por exemplo.

Cada vez mais instrumentos modernos estão voltando a apresentar as conexões CV analógicas. O MicroBrute, por exemplo, pode ter os seguintes parâmetros controlados por CV: Pitch, Filter, Sub-mod, Pulse, Saw animador, Metalizer e Gate in. E é capaz de enviar as seguintes mensagens para outros instrumentos: Pitch, Gate, Env e LFO.

O número maior de entradas CV oferece mais possibilidades de interação de outros instrumentos e equipamentos com o MicroBrute. Dois exemplos:

Aplicativo Brute LFO controlando o filtro do MicroBrute, simplesmente conectando a saída de áudio do iPhone à entrada Filter CV do pequeno synth.

Sintetizador EMW Mini Modular agindo como um segundo LFO para controlar o Pitch (altura das notas) do MicroBrute. A saída do LFO do EMW está conectada à entrada CV do Filtro no MicroBrute.

Microbrute x Minibrute

Chegamos ao esperado tópico. Como podemos comparar o MicroBrute, maior e mais caro, e o MiniBrute, menor e mais barato?

Começo afirmando que, inicialmente, acreditei que o MicroBrute era somente uma versão reduzida do MiniBrute. Não é.

De fato, o Micro perdeu alguns recursos do Mini, mas ganhou outros que Mini não possui. Então, sempre do ponto de vista do MicroBrute, vamos ver o que ele perde e ganha em relação ao MiniBrute.

MicroBrute ganha

  • Com sequenciador exclusivo, o MicroBrute é mais útil para gerar linhas de baixo e outras melodias do que o arpejador do MiniBrute. Aliás, este arpejador recebeu diversas críticas de donos do MiniBrute pela dificuldade de permanecer no tempo correto durante a mudança de notas e acordes.
  • A interface semi modular abre novas possibilidades de interação com outros instrumentos. O sintetizador não fica travado por rotas internas e o usuário tem a liberdade para fazer conexões como desejar. Vale lembrar que a solução ajuda a compensar um pouco a carência de alguns controles e recursos que serão mencionados logo mais.
  • O novo sub oscilador pode ser afinado em quinta, fugindo da tradicional “uma oitava abaixo”.  No MiniBrute, a afinação do sub oscilador é fixa. Porém, ele pode ser configurado para uma ou duas oitavas abaixo da nota fundamental.
  • A compatibilidade imediata com o iPad, sem ajustes ou procedimentos especiais, ajuda bastante. O MiniBrute costuma apresentar algumas dificuldades para funcionar bem com o tablet.
  • O tamanho e o peso do MicroBrute são imbatíveis. Estou levando o pequeno synth para os ensaios em uma mochila. Ele vai dentro do compartimento de notebook. E sobra espaço.
  • A Arturia falou em “Oscilador melhorado” no MicroBrute. Não sei exatamente qual o grau de melhoria, mas o fato é que o comportamento da afinação do meu Micro em relação ao Mini é melhor, bem mais estável e precisa.
  • O projeto dos controles de afinação e volume de entrada de áudio na parte traseira, que surgem apenas quando o usuário deseja, é sensacional. Nada de desafinar o instrumento por tocar em um knob de forma acidental.
  • Controles de volume de áudio externo e afinação só aparecem quando pressionados pelo usuário.

MicroBrute perde

  • A construção do MiniBrute é superior, não em visual, mas em qualidade de materiais. O plástico é resistente e o acabamento é ótimo, mas as laterais emborrachadas e o corpo de metal são mais robustos.
  • Boas teclas de tamanho real sempre serão melhores do que mini teclas, ainda mais se elas possuírem aftertouch. Este é um dos recursos de expressão que mais gosto no MiniBrute. Seu aftertouch é tão bom, que é possível tocar e controlar os vibratos com muita segurança.
  • O Micro tem apenas um gerador de envelope, que pode ser direcionado para diferentes parâmetros. O Mini tem 2, um para o Filtro e outro para o Amplificador (volume).  Isto impede que o Micro trabalhe com diferentes configurações de envelope para parâmetros diferentes.
  • A redução do projeto retirou do MicroBrute o gerador de ruído, presente no mixer de oscilador do MiniBrute e útil para uma série de finalidades na criação de timbres. Uma pena.
  • Outro módulo que se foi é o Vibrato exclusivo. No MiniBrute é possível ter Vibrato independente de LFO. No Micro, o módulo de Vibrato nem mesmo existe e isto precisa ser feito via LFO.
  • A diversidade de formas de onda do MicroBrute foi reduzida pela metade. De 6 para 3. Sendo que uma das formas de onda removidas, a Sample & Hold, é uma das minhas favoritas nos sintetizadores.
  • O controle de volume independente para a saída de fones de ouvido é algo útil para muitos em situações ao vivo. Ele não existe no MicroBrute. Os volumes das saídas P10 e P2 são controlados pelo mesmo knob Master Volume.
  • O MicroBrute não apresenta porta MIDI Out, o que é uma pena. Adoraria poder usá-lo para controlar synths como o Korg Volca. De conector MIDI tradicional, apenas o MIDI IN. Por USB, porém, o Micro recebe e envia mensagens MIDI normalmente.

Painel do MiniBrute:

Painel do MicroBrute:

E não pense que MiniBrute e MicroBrute soam de forma idêntica. Instrumentos analógicos, de um mesmo modelo, já costumam se comportar de maneiras diferentes, quando há ligeiras modificações de projeto, então, isto fica um pouco mais perceptível. Analisando as frequências dos osciladores de MicroBrute (vermelho) e MiniBrute (verde), com as mesmas configurações, vemos que algumas faixas são mais valorizadas por um ou por outro.

MiniBrute (Verde) x MicroBrute (Vermelho)

São detalhes sutis. Ambos soam muito bem e possuem a mesma presença sonora em configurações idênticas.

Compatibilidade com o iPad

O MicroBrute também funciona como um controlador interessante para o iPad. Basta conectá-lo ao iPad via Camera Connection Kit e o Micro já será reconhecido automaticamente pelo iOS. Vale lembrar que o MicroBrute enviará notas, velocidade, pitch bend e modulação. Os knobs e sliders não enviam mensagens MIDI, pois são controles totalmente analógicos.

Conclusões sobre o MicroBrute

Não foi por acaso que o MicroBrute ganhou prêmios e foi eleito por leitores de vários sites especializados como o melhor sintetizador compacto monofônico de 2013. A Arturia acertou novamente ao reduzir as medidas e o preço de seu sucesso anterior, o MiniBrute.

Apesar de ter menos recursos que o MiniBrute, o MicroBrute não é apenas uma versão reduzida que sofreu cortes. Ele possui características únicas que podem fazer com que algumas pessoas considerem ter ambos. O sequenciador, o sub oscilador trabalhando afinado em quinta e a interface semi modular são os pontos altos do micro.

Custando cerca de 600 reais mais barato que o MiniBrute, o MicroBrute pode ser a escolha ideal para quem deseja adquirir o primeiro analógico, assim como poderá entrar nos planos de quem já possui diversos outros instrumentos do gênero e pretende incrementar o setup com um novo sintetizador que oferece novas possibilidades sonoras e ainda é capaz de interagir com os demais.

MusicApps sobre o MicroBrute

Construção e Durabilidade (3.5/5)
Facilidade de utilização: (4/5)
Portabilidade: (5/5)
Compatibilidade: (4.5/5)
Profissional: (4/5)
Preço: (4.5/5)
Geral: (4.2/5)


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14 Comments

  1. Igor Cristo outubro 19, 2015 at 8:11 pm - Reply

    Marcus, acabei de comprar um Microbrute, e posso afirmar que esse review foi muito elucidativo. Eu nem sei ao certo porque acabei comprando, mas acho que no final da conta a grande influência foi o tamanho e peso.

    Mesmo com o Sub Phatty, sempre achei que pra algumas situações o tamanho era um problema, assim como o peso. Ter um sintetizador com uma sonoridade diferente, teclas, ainda que mini, e preço acessível pareceu um bom negócio.

    O que gostaria de saber de você é o seguinte: é possível alcançar sons ligeiramente mais suaves com ele?
    Quase tudo que vi e ouvi me parece muito agressivo, e gostaria de usá-lo em algumas situações mais convencionais.

    Aliás, com o Microbrute, juntarei um Volca Bass e Sample. O Bass já chegou inclusive… bem bacana.

    Abraço!

    • musicapps outubro 20, 2015 at 12:00 pm - Reply

      Ei, Igor! Quanto tempo! Tudo bem por aí? Então, uma coisa que adoro no microbrute é que, apesar de soar muito agressivo e brilhante quando necessário, ele também pode ser extremamente limpo, sutil e silencioso com as configurações adequadas. Diferente de outros synths, a saída é clara e livre de ruídos. Com um timbre de lead com filtro mais fechado e sem muita ressonância, você terá um resultado muito legal. Outra coisa bacana: diferentemente do Minibrute, o Micro tem a afinação super estável e a escala muito bem definida. Não tenho mais o mini, mas mantive o micro por aqui. Pra mim, só o filtro e o metalizer já fazem valer a pena. Além de ser super compacto e leve, como você comentou. Vc vai adorar! Abraço!

      • Igor Cristo outubro 20, 2015 at 7:39 pm - Reply

        Realmente, estive afastado por um tempo dos sintetizadores. Agora estou de volta! :)

        Fico feliz com a sua resposta. Certamente, o lado mais suave será algo que vou explorar mais. Obviamente, a empolgação inicial com o Brute Factor e Metalizer é mais do que esperada, mas no dia a dia, o lado mais suave será a regra.

        Gostaria de trocar uma ideia com você por e-mail, se não for um problema (até tenho ele por aqui, eu acho). Tenho uns sons do Gaia que gostaria de compartilhar. Tive um e até hoje é um dos poucos que me arrependo de vender.

        Abraço!

        • musicapps outubro 21, 2015 at 11:39 am - Reply

          Boa notícia! Claro, me escreva sim. Pode ser pelo email de contato aqui do site mesmo e aí te passo meu particular. Pois é, já estive pra vender o Gaia algumas vezes, mas acabo deixando ele por aqui. rs Tem defeitos, tenho synths melhores, mas é bem versátil e divertido.

          • Igor Cristo dezembro 8, 2015 at 8:16 am -

            Olá Marcus, tudo bem?

            Recebi o Microbrute e devo confessar que me surpreendeu em uma coisa: é realmente extremamente compacto! O problema é que, pra mim, essa era a única qualidade. O som não é grandes coisas, o filtro tem um comportamento estranho, a construção é meio pro lado frágil e no geral não gostei nem um pouco… por sorte, veio com o pitchbend estragado e tive a opção de trocar por outro produto pagando uma diferença.

            O substituto sim, é uma brutalidade de verdade. Peguei o Bass Station II, que continua sendo pequeno, leve, mas tem som de gente grande e construção muito boa. É infinitamente melhor, na minha opinião obviamente, sem desmerecer o Microbrute, que sai por 1000 reais a menos.

            Falei também sobre os Volca em algum momento (eu acho)… acabei ficando com um Volca Bass e com o Volca Sample (este é incrível!!).

            Até hoje não me respondeu o e-mail! Heheheheh! Abraço.

          • musicapps dezembro 9, 2015 at 11:40 am -

            Igor, o Bass Station é bem legal mesmo! Só não tenho um por excesso de synths monofônicos por aqui :) A construção do micro é bem mais simples do que a do minibrute, que é todo de metal e bem mais pesado, como citei aqui mesmo no review. O som do micro e do minibrute é bem particular, na minha opinião. O filtro steiner parker é diferente, né? É o mais agressivo dos filtros na ressonância. Eu gosto bastante, acho uma ótima alternativa para sons diferentes dos moogs que tenho aqui. Ele e o MS-20 tem os filtros mais diferentes mesmo. No microbrute e no minibrute acho a função metalizer sensacional para timbres de bells e outros mais metálicos.

            Sobre a comparação com o Bass Station, acho que são instrumentos completamente diferentes. O BS2 tem 2 osciladores + sub, dois geradores de envelope, dois LFOs, dois filtros, é DCO, teclas de tamanho real com aftertouch, etc. A ideia do microbrute é outra. Gosto da parte semi modular, de como ele conversa facilmente com o modular que tenho aqui, por exemplo. Além da portabilidade, que você já citou. Jamais seria meu synth pra tocar seriamente, mas é uma ferramenta divertida para sound design, com características próprias.

            Eu compararia o Bass Station II ao Mopho Keyboard, que eu tb tenho e adoro. Ambos são DCO e possuem outras características em comum.

            Sobre os volcas, não me lembro de nenhum e-mail, pode enviar de novo, por favor? Nunca testei o volca sample, mas usei bastante o Bass e o Keys. É engraçado como a opinião sobre som varia muito de pessoa pra pessoa. Depois de algum tempo,já não gostava do som dos volcas, acabei me desfazendo deles, considerando piores do que qualquer coisa que tinha por aqui. O volca bass/keys comparado ao Monotribe, por exemplo, já é uma diferença impressionante de som.

            Grande abraço!

  2. Antonio outubro 24, 2015 at 12:57 am - Reply

    ola amigo eu consigo usar ele como controlador midi

    • musicapps outubro 26, 2015 at 5:46 pm - Reply

      Apenas como controlador MIDI USB, pois ele não oferece saída MIDI tradicional. Abraços!

  3. Rodrigo dezembro 9, 2015 at 2:56 pm - Reply

    Em que sites de confiança pode ser adquirido?

    • musicapps dezembro 9, 2015 at 4:34 pm - Reply

      Rodrigo, costuma ser encontrado na Quanta Store, Eletrolegal, Webdis e outros. Já comprei em todos eles e correu tudo bem.

  4. Rodrigo dezembro 10, 2015 at 11:47 am - Reply

    Grato pelo pronto retorno Marcus. A Eletrolegal está vendendo um com defeito… Fico meio preocupado com lojas que usam o produto, mesmo com a alegação de teste. Creio que a garantia funciona quando o comprador final descobre o problema; quando ele mesmo testa em casa e, no prazo hábil, pede troca. Se a loja não fez isso com o fornecedor ao identificar o problema, que dirá o comprador depois não é mesmo? Um defeito no pitchbend pode ser sintoma de outros problemas? Não encontro este synth em outro lugar e estava quase comprando quando vi este detalhe. Haveria algum compensador do pichbend, ainda que virtual, que pudesse ser sincronizado com este?

    • musicapps dezembro 11, 2015 at 12:54 pm - Reply

      Rodrigo, posso estar enganado, mas acho que a chance desse synth com problema de pitch bend ser o de devolução do nosso amigo que escreveu logo acima nos comentários é real. Não sei como é a política de testes deles. A única vez que comprei, recebi o produto lacrado, da maneira como deveria ser. Sobre o pitch bend, pode ser algo fácil de resolver. Geralmente é apenas um problema mecânico. Mas eu evitaria adquirir uma unidade assim, pois implicará em abrir o synth e talvez perder outras garantias. Abs

  5. romuloportilla agosto 17, 2016 at 11:07 am - Reply

    marcos a forma de onda sine não contigo te-la nesse synth ?

    • musicapps agosto 19, 2016 at 4:23 pm - Reply

      Ei Rômulo, tudo bem? A forma de onda senoidal é basicamente a frequência fundamental, livre de harmônicos. Boa parte dos synths analógicos não apresentam essa forma de onda em seus osciladores pela facilidade de se chegar nela usando uma onda um pouco mais rica em harmônicos e o filtro cutoff. Uma maneira simples: utilize a forma de onda triangular, a mais próxima da senoide, e filtre ligeiramente. Em instantes a forma de onda será a sine, basta verificar em um osciloscópio real ou virtual :) Abraços!

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