Uma breve reflexão sobre o Windows Surface para a música

Tenho recebido mensagens e e-mails pedindo comentários e opiniões sobre o Microsoft Windows Surface para a música. Se você não acompanhou nenhum site de tecnologia nas últimas semanas, trata-se do mais recente anúncio da Microsoft, uma espécie de tablet combinado com a filosofia dos PCs.

Não dá para acusar a Microsoft de simplesmente estar lançando algo para competir com o iPad. A abordagem é diferente. A ideia é apostar em tablets como PC super leves e finos, com as possibilidades da tela multitoque, mas sem abrir mão de ter um sistema operacional Windows tradicional e completo rodando no portátil.

Por falar nisso, chegarão ao mercado duas versões: uma com processador ARM que rodará o Windows RT e outra com processador intel que suportará o Windows 8 Professional.

Mas o que tudo isso significa para a música em dispositivos móveis? É cedo para dizer.

Apesar de anunciado, o Surface praticamente não foi visto em ação e, quando foi, a Microsoft passou vergonha com travamentos do dispositivo.

Porém, especular é de graça e aí vamos nós.

Conectividade e compatibilidade

O iPad e o iOS são ótimos. Mas, só entre nós, quem nunca quis que o tablet da Apple tivesse uma porta USB convencional ou jamais pensou em rodar seus instrumentos virtuais tradicionais no iPad? Estes são dois grandes recursos do Surface: porta USB tradicional e a possibilidade de rodar todos os softwares do Windows comum.  Isto inclui DAWs e instrumentos virtuais.

E, por falar em software, é ótimo imaginar o lançamento de um tablet que não precisa de um milagre de desenvolvedores de aplicativos para poder concorrer com o iPad na produção musical. O Surface já terá a seu favor anos de instrumentos virtuais desenvolvidos para o Windows.

Plugins! Plugins!

Copia áudio aqui, cola áudio ali. Esta é a realidade atual do trabalho com apps musicais no iOS. Tudo indica que teremos uma solução mais robusta no iOS 6. Porém, se pensarmos neste fluxo de trabalho com o Windows, tudo parecerá mais simples. Pegue seu tablet, abra o Cubase, Sonar, Ableton Live ou Pro tools, carregue seus instrumentos virtuais e efeitos e comece a tocar.

Na realidade…

Até agora, a realidade “Tablet Windows para a música” parece sensacional, certo? Mas não podemos deixar de considerar alguns desafios de usabilidade e performance que ainda permanecem sem respostas. Alguns exemplos:

  • Quantos periféricos o Surface será capaz de alimentar com a sua única porta USB?
  • Qual será a autonomia de bateria com a utilização destes acessórios?
  • 64 e 128 GB serão suficientes para armazenar instrumentos virtuais e DAWs de verdade, além dos projetos criados?
  • Como será a interface touch para os aplicativos tradicionais? Será fácil usar as velhas interfaces de aplicativos diversos na tela multitoque?

Essas são apenas algumas das perguntas e curiosidades que o Microsoft Surface  traz para a música móvel.

E então, será o Surface um grande sucesso? Sua compatibilidade com softwares musicais para Windows riscará de vez o Android do cenário da música com dispositivos móveis? Você planeja ter um Surface?

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