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Uma breve reflexão sobre o Windows Surface para a música

Marcus Padrini junho 26, 2012 9 Comments »

Tenho recebido mensagens e e-mails pedindo comentários e opiniões sobre o Microsoft Windows Surface para a música. Se você não acompanhou nenhum site de tecnologia nas últimas semanas, trata-se do mais recente anúncio da Microsoft, uma espécie de tablet combinado com a filosofia dos PCs.

Não dá para acusar a Microsoft de simplesmente estar lançando algo para competir com o iPad. A abordagem é diferente. A ideia é apostar em tablets como PC super leves e finos, com as possibilidades da tela multitoque, mas sem abrir mão de ter um sistema operacional Windows tradicional e completo rodando no portátil.

Por falar nisso, chegarão ao mercado duas versões: uma com processador ARM que rodará o Windows RT e outra com processador intel que suportará o Windows 8 Professional.

Mas o que tudo isso significa para a música em dispositivos móveis? É cedo para dizer.

Apesar de anunciado, o Surface praticamente não foi visto em ação e, quando foi, a Microsoft passou vergonha com travamentos do dispositivo.

Porém, especular é de graça e aí vamos nós.

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Conectividade e compatibilidade

O iPad e o iOS são ótimos. Mas, só entre nós, quem nunca quis que o tablet da Apple tivesse uma porta USB convencional ou jamais pensou em rodar seus instrumentos virtuais tradicionais no iPad? Estes são dois grandes recursos do Surface: porta USB tradicional e a possibilidade de rodar todos os softwares do Windows comum.  Isto inclui DAWs e instrumentos virtuais.

E, por falar em software, é ótimo imaginar o lançamento de um tablet que não precisa de um milagre de desenvolvedores de aplicativos para poder concorrer com o iPad na produção musical. O Surface já terá a seu favor anos de instrumentos virtuais desenvolvidos para o Windows.

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Plugins! Plugins!

Copia áudio aqui, cola áudio ali. Esta é a realidade atual do trabalho com apps musicais no iOS. Tudo indica que teremos uma solução mais robusta no iOS 6. Porém, se pensarmos neste fluxo de trabalho com o Windows, tudo parecerá mais simples. Pegue seu tablet, abra o Cubase, Sonar, Ableton Live ou Pro tools, carregue seus instrumentos virtuais e efeitos e comece a tocar.

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Na realidade…

Até agora, a realidade “Tablet Windows para a música” parece sensacional, certo? Mas não podemos deixar de considerar alguns desafios de usabilidade e performance que ainda permanecem sem respostas. Alguns exemplos:

  • Quantos periféricos o Surface será capaz de alimentar com a sua única porta USB?
  • Qual será a autonomia de bateria com a utilização destes acessórios?
  • 64 e 128 GB serão suficientes para armazenar instrumentos virtuais e DAWs de verdade, além dos projetos criados?
  • Como será a interface touch para os aplicativos tradicionais? Será fácil usar as velhas interfaces de aplicativos diversos na tela multitoque?

Essas são apenas algumas das perguntas e curiosidades que o Microsoft Surface  traz para a música móvel.

E então, será o Surface um grande sucesso? Sua compatibilidade com softwares musicais para Windows riscará de vez o Android do cenário da música com dispositivos móveis? Você planeja ter um Surface?

Compartilhe suas opiniões nos comentários abaixo.


9 Comments

  1. Edson Caetano junho 26, 2012 at 6:05 pm - Reply

    Eu acho que o lançamento do OSX Mountain Lion e o iOS 6 vai fazer nosso ipad ter mais facilidades no manejo dos arquivos… se fosse para eu ter um tablet rodando windows, fico com meu bom e velho notebook

    Este projeto da Microsoft, não é cópia do ipad, mas sim dos ultrabooks, na minha visão, algo como o mac book air mais slim…

    E quem disse que a microsoft está pensando no pessoal da música, simplesmente a placa de som do aparelho pode dar latencias impraticáveis, quem disse que o novo windows 8 vai ser compatível com nossos boms e velhos programas tradicionais … tem muita lacuna ainda para ser preenchida

    Uma coisa é fato… quanto mais competição, melhor os aparelhos ficam, e quem ganha é a gente

    • musicapps junho 26, 2012 at 8:25 pm - Reply

      Edson, por isso mesmo uso a palavra "especulações". Se houvesse garantia, seriam certezas. :) Vamos aguardar pelas confirmações. Abs!

  2. @paresq junho 26, 2012 at 10:07 pm - Reply

    A Microsoft deu o seu passo inicial e eu entendo que da melhor forma possível. O windows ainda é e ainda será por muito tempo o OS mais usado mundo. Não vou entrar no méritos das desvantagens e problemas do windows, mas o fato é que o tablet perfeito é aquele que conseguirá rodar um OS popular, com aplicativos que já estamos acostumados, etc. Em resumo, um notebook ultra compacto com toque na tela.

    Eu vejo e espero em um futuro breve que o surface seja esse tablet, e como disse nosso amigo acima, aumentando a concorrência gera benefícios aos consumidores.

    O iPad com certeza revolucionou a mobilidade na música, e olha o quanto ele e o iOS mudaram desde que foram lançados.

    Se o Surface tiver um preço acessível, com certeza vou comprar e usar native instruments, garritan jazz and big band, forte, reason, cubase, etc.

    Aposto q esse tablet vai bombar na música, principalmente para nós tecladistas. Agora quando? Só Deus sabe…

    Abrc

  3. Rogermusic junho 27, 2012 at 1:49 am - Reply

    Realmente é "esperar prá ver"

    Mas, como se diz, o iPad e seu iOs estão a frente de todos.

  4. Italo julho 4, 2012 at 3:08 pm - Reply

    Gostei do surface, mas não me empolgaria tanto quanto o @paresq neste momento. Até pq a realidade do verdadeiro concorrente do ipad (o windows RT) é bem diferente dessa ideia de utilizar reason, cubase e etc…pq o windows RT não será compatível com qualquer aplicativo do windows normal. E o surface Pro não virá com preços para competir com o ipad e sim com o macbook air, logo, eu ficaria com o macbook air.

    Isso, é claro, no meu caso.

  5. Jezer Ferris julho 10, 2012 at 3:50 pm - Reply

    Eu instalei o “Windows 8 Release Preview” no meu computador pra ver se funciona os softwares que uso ( Cubase, Protools, Adobe Audition,…). Todos funcionaram muito bem, com todos os plugins VST/VSTi/DX/DXi/RTAS que funcionam no Windows 7, funcionaram no W8. A interface é espetacular, fiquei muito impressionado. Sei que não tem como comparar por serem produtos distintos e propostas diferentes, mas eu gostei mais do W8 do que o iOS. Eu tenho um Macbook Pro e um note da HP. Já coloquei o meu HP pra vender pra comprar o Surface Pro no final do ano.

  6. Rogerio julho 14, 2012 at 4:15 am - Reply

    Só lembrando que nenhum notebook Windows roda um plugin de instrumento virtual sem latência, a menos q vc use uma placa de som externa – esse foi o motivo de eu ter saído do Windows pro Mac. Acredito q com o surface vá ser a mesma coisa: tablet + placa de som externa e, assim sendo, prefiro continuar com meu MacBook Pro.

    • musicapps julho 15, 2012 at 8:41 pm - Reply

      Rogerio, usando um simulador ASIO, como o ASIO 4 ALL é perfeitamente possível utilizar o windows com baixíssima latência (igual ao que pode ser obtido com interfaces de áudio USB) com instrumentos virtuais. Passei alguns meses utilizando desta forma para ensaios e até ao vivo. Funciona bem.

    • everart setembro 28, 2012 at 1:45 pm - Reply

      Rogerio o que você tá falando não procede!!!! latência tem muito pouco ave com hardware, a latência existe por que não é "preciso" tanta velocidade para conversão, afinal o SO não é voltado a música!! só a aplicação no caso: cubase, protools, etc… por isso que quando você compra uma placa de áudio tem que instalar os drivers que vão dizer ao sistema que vc precisa de pouca latência. o ASIO 4 ALL faz justamente isso!! sistema real time tem muito pouco!!!! mais vai de QNX que já resolve.

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