Ensaio com tecnologia: VSTis, iPad, iRig Mic e mais

Como disse em algum dos últimos posts do MusicApps, o lado bom de não termos tantos lançamentos de aplicativos musicais e acessórios nas últimas semanas é a possibilidade testes com o que já existe. E tenho utilizado bastante as novidades que comento por aqui em todas as oportunidades relacionadas à música. Um dos melhores locais para avaliar aplicativos e equipamentos é justamente nos ensaios.

Com a banda Dogma, exploro bastante o que a tecnologia pode me oferecer. Como o estilo é algo próximo do rock progressivo instrumental, há a necessidade de dezenas de timbres de teclados por música. No passado, sei que a banda costumava tocar com dois tecladistas e muitos teclados espalhados pelo palco. Algumas músicas não podiam ser executadas ao vivo, justamente por conta da limitação dos instrumentos. Isto mudou com o computador, instrumentos virtuais e controladores.

Trabalho com um notebook Dell com configuração modesta para os dias atuais (Core 2 duo, com 3 Gb de RAM), mas totalmente preparado para o trabalho exclusivo com áudio. Ele o o software BrainSapawn Forte dão conta de todos os VSTis que utilizo para o Dogma. São mais de 20 instrumentos virtuais no rack do Forte, incluindo sintetizadores, pianos acústicos e elétricos, hammond e muito mais. Para garantir a baixíssima latência, além de um computador bem configurado, é bom contar com uma boa interface de áudio USB. Eu uso a UA-25ex da Edirol, que agora leva a marca da Roland, mantendo o modelo.

Uso três controladores: um M-audio de 88 teclas, o Edirol PCR800, com 61, e um CME UF5, de 49. Dois são ligados ao computador e o último à porta MIDI da interface de áudio Edirol. Como os instrumentos virtuais e o software Forte permitem dividir os teclados como você desejar, conto com 198 teclas para distribuir os instrumentos que desejar, com quantas mudanças quiser, em cada música do repertório.

E onde está o iPad nisso tudo?  O tablet da Apple está bastante presente na hora de tentar coisas diferentes em algumas músicas. O Geo Synthesizer é presença obrigatória, seja com seus próprios timbres, ou controlando aplicativos como o SampleTank.

Atualmente, o iPad deixou os ensaios ainda mais práticos. Como toco flauta transversal, preciso microfoná-la e é fundamental contar com alguns efeitos como delay e reverb. Até pouco tempo, a escolha era trabalhar com uma mesa de som com efeitos, exclusiva para a finalidade. Também já usei racks e pedais de efeito. Hoje, tudo foi substituído pelo iPad ou iPod Touch trabalhando com o iRig Mic e os apps Vocalive ou GarageBand. Ambos apresentam baixa latência e bons efeitos e são excelentes para a minha necessidade em ensaios.

Outro detalhe legal é que posso tocar com qualquer app musical do iPad enquanto utilizo o iRig Mic e o Vocalive para processar o som da flauta.

Para ouvir tudo isso bem, montamos uma configuração com 4 caixas de som apenas para os teclados e flauta. Uma caixa para graves, uma para médios e dois combos CM-30 da roland para a definição de médios e agudos.

Como a banda possui local de ensaio próprio, hoje o que carrego para o ensaio é basicamente uma mochila com notebook, iPad e flauta transversal. Os controladores já ficam por lá e o processo de montagem não leva mais do que 5 minutos.

Se você também substituiu equipamentos mais tradicionais por novas tecnologias, conte nos comentários abaixo como eles mudaram a sua experiência em casa, nos ensaios e show.  :)

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