O dia em que o iPad me fez desistir de vender um sintetizador

Decidi vender o meu microKorg há algum tempo. Sempre gostei muito da ideia e dos timbres deste pequeno sintetizador, mas algumas coisas me desanimavam nele. As mini teclas incomodam um pouco e a edição dos timbres é bastante penosa, fazendo com que você tenha que perder muito tempo selecionando parâmetros em uma tabela enorme escrita no painel, em uma tabela sem grades (até uma régua simplifica a operação).

Logo que descobri os apps controladores MIDI para o iPad, a primeira coisa que pensei foi em criar algo para facilitar a minha relação com o microKorg. Não demorou e eu já estava com interfaces criadas no TouchOSC e também no S1MIDITrigger. Ambas funcionam perfeitamente e controlam praticamente todas as dezenas de parâmetros do sintetizador. Minha vontade de vendê-lo diminuiu um pouco.

Porém, houve outro fator determinante para a desistência da venda. Participando do programa de testes do GeoSynth, comecei a fazer experiências com o aplicativo controlando sintetizadores reais e instrumentos virtuais. No dia em que eu fiz a ligação do GeoSynth com o microKorg a coisa mudou de figura. A baixíssima latência, a ótima interface do GeoSynth e possibilidade dos “bends” absolutamente naturais transformaram a combinação em um novo instrumento.

O iPad se tornou editor de timbres e controlador do meu microKorg. Na semana passada, ambos estavam presentes na gravação da banda Dogma e o resultado foi melhor do que eu esperava. Anúncios do microKorg removido e ele não voltará tão cedo para a caixa.

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