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O que o iPad 2 traz de melhor para a música!

Marcus Padrini março 3, 2011 No Comments »

O iPad 2 já não é mais um segredo. A nova versão do tablet foi apresentada em evento da Apple comandado, mais uma vez, por Steve Jobs. Você provavelmente já sabe que o iPad 2 é mais fino, mais leve e mais rápido do que o de primeira geração. O tablet irá trabalhar com um processador A5, com dois núcleos, que irá garantir até o dobro da performance ao executar aplicativos. A nova versão conta também com duas câmeras e preserva a autonomia da bateria de 10 horas de funcionamento normal. Mas, para você que já está fazendo ou pretende fazer música com o iPad, o que esta segunda geração do dispositivo significa?  Já é hora de fazer as economias para comprar o seu? Tempo de colocar o de primeira geração à venda? Vou falar um pouco sobre as minhas impressões e talvez elas ajudem a responder essas perguntas.

Para o músico que gosta de mobilidade, quanto mais um dispositivo ficar mais fino, mais leve e mantiver ou incrementar suas funcionalidades, melhor. Neste ponto, o iPad 2 parece conseguir tudo isso. Em alguns vídeos me deu até uma certa aflição de tão fino que o novo modelo aparenta ser. Porém, este definitivamente não seria algo determinante para que eu pulasse para a segunda geração.

Como sempre, a Apple não mostra os números reais do hardware de seus dispositivos. Desta forma, ainda vai demorar para termos certeza da memória RAM e também sobre a real velocidade do processador dual core. Por enquanto, temos a palavra de Steve Jobs dizendo que o novo tablet chega a ser duas vezes mais rápido do que o modelo atual.  Já considero o iPad extremamente rápido, mas melhorias na capacidade de processamento são sempre bem vindas.

Veja o vídeo de apresentação do iPad 2: (via @Zevasa)

Quem apostou em maior capacidade de armazenamento de alguns modelos, se enganou.  As mesmas capacidades estão disponíveis e este é um ponto importante na hora de comprar um iPad para a música. Tenho um iPad de 16 gb que, há alguns meses, já tenho que escolher o que tirar para instalar coisas novas. Observe que não tenho nele nenhuma música, nenhuma foto ou vídeo, basicamente apps e seus dados.  É triste para o bolso, mas os modelos de 32 e 64 gb são as melhores opções para a finalidade.

iPad 2 também na cor branca. Segundo Jobs, vendido desde o primeiro dia.

A cereja do bolo de qualquer dispositivo com finalidades musicais é a diversidade de seus aplicativos. Neste ponto, o iPad não tem concorrentes nem mesmo no primeiro modelo. Aparentemente, a Apple decidiu apostar pesado na música móvel e apresentou o GarageBand para o iPad. Teremos um post inteiro dedicado ao GB para o tablet, mas alguns pontos já podem e devem ser comentados aqui.

GarageBand para iPad

O GarageBand parece ter pegado carona no que já havia de melhor nos apps musicais disponíveis para o iOS e é impossível não notar a influência de vários títulos conhecidos da App Store na produção da versão móvel do GB. Aparentemente o GB para iPad trabalha com áudio e MIDI, é processador de efeitos, sequenciador e mixer. A interface é impressionante, assim como a qualidade dos poucos timbres que pude ouvir. O app irá custar 4.99 dólares, que soam bastante modestos para suas pretensões.

Seria então o GB o divisor de águas da produção musical no iPad atual e o de segunda geração? Na apresentação da Apple tive esta impressão. Por algum tempo, acreditei que o novo app estaria disponível apenas para o novo tablet. Horas depois, houve a confirmação da própria Apple de que o GarageBand será também compatível com a primeira versão do iPad. Resta saber qual será a diferença de performance do mesmo app nos diferentes modelos. Ainda paira no ar a dúvida sobre o GB ser ou não compatível com CoreMIDI. Nada foi dito pela Apple até o momento.

Resumo da ópera: o iPad 2 tem excelentes melhorias em uma visão geral do produto, para aquele usuário que irá fazer de tudo com o tablet. As possibilidades de vídeo, por exemplo, deram um salto gigantesco neste novo modelo. Para a música, ainda é cedo para dizer. Apesar de Jobs ter dito na apresentação que não concorda com a maneira que as pessoas comparam os tablets do mercado, com configurações de hardware, como se fossem desktops ou notebooks, é muito difícil precisar qualquer coisa sem números. Processamento até duas vezes mais rápido em qual situação? A memória RAM aumentou? Quanto?  O que exatamente o músico ganha em relação à performance do dispositivo? Teremos que aguardar mais um pouco para saber. Uma excelente “prova dos nove” será justamente comparar a performance do novo GarageBand no modelo atual com a do novo iPad.

De tudo que foi apresentado, a evolução mais significativa do iPad 2 para a música não pode ser vista no gadget em si, mas está presente de forma mais subjetiva, nos rumos que a própria Apple e a indústria da música estão dando para a o tablet como ferramenta musical. Basta assistir a keynote para perceber o tempo enorme que foi dedicado exclusivamente à apresentação do GarageBand. No final da demonstração do app, Steve fez questão de comentar: “Não é um brinquedo! Pode ser usado seriamente!”. Quem sabe não venha também um Logic Mobile por aí?

O iPad 2 tem lançamento marcado nos Estados Unidos para o dia 11 de março. Outros diversos países deverão recebê-lo também neste mês. Pelo menos por enquanto, nada de Brasil nas listas. De concreto, há a redução dos preços dos modelos de primeira geração na App Store Brasil. Confira a apresentação completa do iPad 2, incluindo a demonstração do GarageBand.


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