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GarageBand para iOS: coisas que você pode dizer só de olhar para ele

Marcus Padrini março 5, 2011 2 Comments »

Deixando de lado a brincadeira do título com o nome do filme, o anúncio do GarageBand para iPad seguiu o estilo das apresentações da Apple: vídeos de demonstração, pessoas embasbacadas com recursos e novidades e, para variar, nenhuma informação técnica ou detalhe menos superficial. Porém, realmente já podemos especular algumas coisas sobre o GarageBand para iOS apenas ligando alguns pontos. Reforçando: este post é, em sua maior parte, meramente especulativo.

Antes de mais nada, uma breve apresentação. O GarageBand é o software mais popular para produção musical em caráter não profissional nos Macs. Mesmo assim, conta com um pacote completo de soluções que atendem até mesmo algumas necessidades de músicos já acostumados com programas mais complexos. Ele será também o primeiro software da Apple no iOS dedicado à música, após diversos outros títulos já lançados pela empresa para outras finalidades.

Com dezenas de instrumentos e simulações de amplificadores e efeitos, o GarageBand fica ainda mais interessante ao oferecer um gravador de oito trilhas, aparentemente capaz de trabalhar com áudio e MIDI. Com o app será possível exportar músicas e enviá-las por e-mail, salvá-las na coleção do iTunes (!!!) ou continuar trabalhando em seu projeto na versão para o desktop.

GarageBand para iPad: Hands-on via @chuongvision

O primeiro impacto do GarageBand no iPad é óbvio: 5 dólares será o preço que separa um dono de iPad de um app de produção musical, com diversos efeitos, loops e instrumentos virtuais e outros, que a Apple chama de Smart, capazes de facilitar a vida de quem nunca colocou a mão em um violão, mas quer sair dando suas “palhetadas” por aí, sem errar nenhuma nota.

Desde o anúncio, acreditei que o preço divulgado pela Apple teria algum efeito nos desenvolvedores de apps musicais e também na forma como os preços destes apps são formados atualmente. Isto ocorre justamente na ocasião em que começavam a surgir por aí aplicativos musicais com preços bem mais elevados, passando dos 30 dólares. Ainda não dá para afirmar o que irá acontecer, mas, nos últimos dias, já pudemos notar diversos apps musicais entrando em promoção, alguns bastante populares, seja por coincidência ou não.

Gravando áudio

O segundo ponto interessante é: o GarageBand será compatível com CoreAudio. Em outras palavras, isto pode significar ligar interfaces de áudio e microfones USB (compatíveis com CoreAudio) via Camera Connecion Kit e sair gravando seus instrumentos ou voz no iPad. Isso foi anunciado? Não. Porém, a interface JAM (da Apogee), que aparece na apresentação do GarageBand fazendo a ligação de guitarras ao iPad, funciona mais ou menos desta forma.  A diferença é que ela dispensa o Camera Connection Kit e tem conector próprio para a porta dock. Poderia a Apple limitar o app a utilizar somente esta interface? Poderia. Seria a Apple capaz de tal ação?  Veremos.

CoreMIDI?

Ninguém falou nada sobre e muito menos publicou nada a respeito. A compatibilidade MIDI no GarageBand para iPad, até o momento, é um total mistério. A pergunta é: faria sentido não ter? Acho que não. A própria Apple implementou MIDI nativa no iOS via Camera Connection Kit. Não faria sentido não utilizar o recurso em um app que, aparentemente, é tão completo.

Nem tão barato assim?

Todo mundo ficou feliz com o preço do GarageBand, mas será que tem mais coisa aí do que podemos ver? Será que a Apple irá colocar pacotes de instrumentos e loop à venda dentro do aplicativo, ou distribuirá uma única versão completa com todos os recursos?  Atualmente existem apps musicais que custam 4 dólares, mas que você pode gastar mais de 100 verdinhas com compras de instrumentos e efeitos dentro dele.

Sensibilidade ao toque

É, a Apple simplesmente anunciou que, quando tocar uma tecla na tela de forma mais leve, o som sairá mais suave e, quando tocar com mais força, ele será mais pesado. E isto é feito com o acelerômetro. Jamais imaginei que o sensor pudesse oferecer este grau de sensibilidade, a ponto de perceber deslocamentos mínimos no dispositivo em uma superfície totalmente plana, por exemplo. Ainda vamos descobrir se funciona adequadamente, mas parece ser uma ótima solução. Se funcionar, o curioso será o fato de ninguém ter pensado nisso antes. Se pensou, não implementou. Se implementou, não aprovaram.

Independente de eventuais limitações ou pequenos problemas de funcionalidade, o fato é que o lançamento do GarageBand para o iPad é um passo gigante para a música em dispositivos móveis. As especulações e os mistérios terminam no próximo dia 11 de março, data em que o app chegará à App Store. O GarageBand será compatível com o novo iPad e também com o atual modelo disponível no mercado brasileiro e, como informado anteriormente, custará apenas 4.99 dólares.

Alguém aí esperando também por um MainStage ou Logic para o iPad?


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